Você jogava games em 8 bit enquanto os amiguinhos brincavam lá fora ou você era o esquisitinho que tinha uma banda? Você é o popular-delícia ou a garota diferente de cabelos coloridos? Seja lá qual for a sua tribo: se você é nerd, geek ou só um teenager em busca do seu lugar ao sol, fique sabendo que fizeram um filme pra você.
Tem vezes em que nada pode ser pior, mas lá no fundo, você sabe que pode, sim. O melhor é que, eventualmente, a situação piora e, como diz uma amiga minha, você descobre que o inferno tem subsolo. Por algum motivo obscuro - aqueles que acreditam em Deus podem até dizer que é uma ironia divina - às vezes as coisas melhoram quase no fim. Pode ser a tal da mola no fundo do poço ou otimismo demais. Depois você conclui que tudo não passou de uma infeliz sequência de coincidências e a vida segue. Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, 1998, de Guy Ritchie.
Seja porque é tarde, porque você não tem dinheiro, porque a padaria fechou, porque não há um maldito cigarro na sua casa ou até mesmo porque você parou de fumar, acredite: existe um filme com um teor de nicotina suficiente para matar 3 javalis, 2 ovelhas, 2 cães de médio porte e 1 manicure.
[texto escrito em 02.09] Outro dia tive uma descoberta online por conta de The Curious Case of Benjamin Button. Com Cate Blanchett e Brad Pitt, dirigido pelo magistral David Fincher (Seven, Clube da Luta, Zodíaco), o filme é um grande favorito ao Oscar, e desfila seu elenco [suspiros] nos tapetes do Kodak Theatre no próximo dia 22.
Sem bancar a spoiler (relaxa, você só vai sacar do que estou falando quando estiver vendo o filme), repare a narrativa diferenciada no ponto alto de “suspense” da trama. E o mais legal e inteligente é que ela é usada só neste momento. Única, e por isso mesmo, vale a pena.
Para quem já assistiu o filme, mas não se lembra, deixo a dica: IMSDB. Nada de Making Offs no youtube ou similares, a coisa aqui é técnica. Lembra do IMDB -The Internet Movie Database? Então. IMSDB é o primo dele. The Internet Movie Script DataBase. Salvou minha curiosidade neste domingo último. Cliquei lá, fiz o download do roteiro e li como Eric Roth (que também escreveu Forrest Gump) adaptou e escreveu esta passagem da história para as telas.
Fica a dica técnica para quem quiser relembrar detalhes de seus filmes prediletos ou simplesmente se inspirar.
Filme para ler é assim: mais rico que um “por trás ou depois das câmeras”. Porque conhecer as raízes, onde tudo nasceu, é bem mais legal ;)
Você foi criado em uma sociedade monogâmica. Cresceu vendo papai e mamãe se amando (ou não), construindo uma família sólida, vencendo contratempos inerentes como traições, rotina e afins. Então você vira um ser humano responsável pelo seu próprio nariz e passa a buscar seu parceiro para fazer o ciclo da vida girar. Aí você assiste um filme que estremece tudo.
Ei, talvez você esteja mesmo precisando viajar, conhecer um monte de pessoas novas e, no meio delas, você. Um curso, férias prolongadas, um emprego novo ou um amor intercontinetal. Você escolhe como vai mudar a sua vida.
Adoro cinema oriental de uma forma geral, os roteiros sempre são novos, diferentes e principalmente bizarros. Encontrei todos esses ingredientes no divertido 20th Century Boys - I, a primeira parte de uma trilogia original do mangá de grande sucesso na terra do zóio puxado. Uma mistura de IT do Stephen King e a animação Evangelium.
Se você acha que a vida perdeu o brilho e que sair da cama está cada vez mais difícil, talvez você esteja precisando de um sopro de inspiração. Não importa se você precisa terminar ou começar um namoro, entrar na dieta, restaurar contato com aquela pessoa X ou voltar para a academia: Forrest Gump é o empurrão certo na hora certa.
Faz pouco tempo que a menina está com você. Ela gosta de ouvir Weezer pré-album-verde e outras bandas que você desconhece. Quando você pergunta qual é a viagem dos sonhos ela sempre responde com british accent: Lãnd'n. Você se apavora porque Londres é cinza e chuvosa e o seu objetivo de vida era morar em um bangalô na capital das Alagoas. Já deu pra ver que logo ela descobre que você é do tipo que dirige ouvindo Jota Quest Ao Vivo. Se você quer copular com esta mulher, vai ter que ser logo. Se você não souber o que fazer, aposte na clássica vamos-assistir-um-filminho-lá-em-casa e use Snatch como isca. Com certeza você vai se entregar durante o ato: talvez pelo gel no cabelo, o modelo de cueca ou qualquer coisa que você diga durante a consumação. Depois disso ela vai se vestir, nunca mais vai falar com você e vai aparecer no próximo festival de teatro com um barbudo veggie.
Nem todos colegiais são dançarinos e “cantantes” como mostrados no High School Musical e na série Glee, alguns diretores e roteiristas nos conseguem apresentar boas propostas teen. Em Brick esse mundo é mostrado no maior climão “noir”, um suspense policial "chique-di-duê" protagonizado por carinhas conhecidas, porém não famosas. Um filme sério, perfeitinho, com cara de cinema “cult”. É juntar o povo em uma tarde chuvosa de férias e curtir. Se alguém não gostar mande assistir Hanna Montana monta na Banana!
A década de 80 foi marcada por vários hits de terror, principalmente pela onda "slasher". Os slasher são aqueles filmes onde geralmente tem um maníaco morto/vivo que persegue adolescentes "safadinhos". Halloween e Sexta Feira 13 são ícones, porém A Morte te Convida para Dançar, Dia dos Namorados Macabro e A Noite das Brincadeiras Mortais também fizeram grande sucesso. As regras para sobreviver aos filmes de terror surgiram nesta mesma época, quem transava/usava droga/ficava bêbado/mostrava os seios/era esnobe/falava "eu já volto"/ acabava morrendo. Outra grande características dos filmes slasher é o desenvolvimento pobre dos seus personagens, geralmente os atores coadjuvantes são meros "sacos de sangue" prontos para serem "furados" no desenrolar da história. Era bem fácil saber quem sobreviveria, geralmente a mocinha mais inocente, uma heroína frágil que superava os seus medos e enfrentava o assassino nos últimos minutos. Mesmo assim, são "obras" super divertidas que valem a pena ver em turma. Esqueçam os remakes e vejam os originais!!!
Existem alguns recursos cinematográficos "batidos" para arrancarem as lágrimas do espectador. Tem aquele ótimo que é a soma de "palmas" e uma trilha sonora bem impactante. Esse é bem comum em filmes de "escola" e "superação", foi muito usado, "gastou" e cada vez mais perde a sua força. Pode ser visto em Jack, Sociedade dos Poetas Mortos, Tormenta, Adorável Professor e na cena final de Peixe Grande.
Tem aquele outro de apelar para as cenas mais "felizes"da trama, editadas em camera lenta e com uma trilha melosa. BATATA! Metade do público feminino no cinema está chorando. Outro "crássico" é aumentar a intensidade da cena triste utilizando do "poder de fogo lacrimal" infantil. Quem não lembra da garotinha aos prantos no funeral do seu colega alertando a todos que ele estava sem os seus óculos em Meu Primeiro Amor. O mesmo truque infantil foi usado recentemente em Marley e Eu. Porém existem filmes que emocionam simplesmente com a sua proposta, sem apelar. Uma emoção mais verdadeira e que faz refletir.
Tudo em clima de "Uma Noite de Aventuras". Um "bar hopping" adolescente embalado com uma trilha atual e um roteiro correto. O elenco traz algumas carinhas conhecidas e talentosas, a química entre eles é boa. Mostra uma noite nova-iorquina empolgante, dá vontade de se jogar para lá.
Pela idéia, pela direção, pelo elenco, pelos diálogos, pelo roteiro - brilhante, pelo John Malkovich. Ao rolar dos créditos finais, você já sente coceiras por todo o corpo: você PRECISA fazer um filme.
Outro dia assisti uns 10 minutos da nova Malhação, a versão ID. É triste como a “grobo” tenta ser atual e “descolada”. Nunca ousando, politicamente correta e cheia de moral, um saco. Eu sei que não faço parte do público alvo e tal, mas existem várias boas referências no universo teen. O negócio é não ser idiota e moralista.
Não sei vocês, mas sinto que cada dia é mais dificil eu "ficar chocado"com algum filme, o mundo real é concorrência forte. É padre "papa kid", "professorinha" faz filme porno com "bazuca", político escondendo propina no "forevis", Bush concorrendo nobel da paz, Roberto Justos cantando, celular no relógio, Betty Guzzo é filha "do" Vovó Mafalda, Maísa arrancando a peruca do homem do baú... tá foda. E não é que eu fiquei chocado com esse Grace. É um filme de "horror" que beira o "gore"com a temática mais de "mal gosto" dos últimos tempos, mas apresentado de forma bonita, bem produzida e muito, muito corajosa. Pega todo o encanto e a magia da gestação, bota dentro de um saco e vomita dentro. Nasceu para chocar e ser odiado por todas as mulheres do mundo.
Quando a gente era criança tudo era mais legal porque nada era impossível. Às vezes é bom lembrar disso e, quem sabe, tentar resgatar esse modus operandi.
Quem é mais vingativo, o homem ou a mulher? Difícil dizer, mas com certeza o jeitinho de vingar-se muda conforme a combinação dos cromossomos. O homem parte para a ignorância, pé na porta, soco na cara e machadinho na cuca. Tenta resolver de forma mais rápida, sem pensar muito, o resultado é desastroso para todos. A mulher arquiteta um mega plano, com mais calma e de resultado mais cruel. Sofre no processo, mas ama o resultado. Pelo menos é assim que Old Boy e Lady Vengeance abordam o tema, dois puta filmes de Chanwook Park. Chame a galera e assista em sequência, diversão garantida. Ah, Old Boy leva a sério o título deste post com uma das cenas gastronômicas mais chocantes da história do cinema.
Gica e seus amigos sabem que existe um filme pra tudo. Duvida? Pode colocar a pipoca pra estourar, meu querido. Ah, este não é um blog de crítica de cinema.